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Você realmente sabe o que são hábitos saudáveis de alimentação?

12/02/2020 - Notícias - Equipe Instituto Contemplo/ Lapidando Palavras


Alimentos low carb, fit, diets e dietas com vários nomes e abordagens nos bombardeiam com informações diversas – e por vezes até conflitantes. Mas diante de tanta informação, será que paramos para refletir o verdadeiro objetivo de buscar nos alimentarmos melhor?


“A alimentação é a base da estrutura para o nosso organismo no futuro em termos de saúde. Uma boa alimentação possibilita o bom funcionamento do nosso organismo. O objetivo do alimento é a saúde; nós que hoje em dia às vezes não usamos o alimento com esse objetivo, indo mais para o lado do prazer. O primeiro conceito que deveríamos ter do alimento é a saúde do organismo”, ressalta a nutricionista e acupunturista Elizabete Presa.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que uma alimentação saudável “ajuda a proteger contra a má nutrição em todas as suas formas, bem como contra as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), entre elas diabetes, doenças cardiovasculares, AVC e câncer”. A OMS considera a alimentação não saudável junto com a falta de atividade física um dos principais riscos globais para a saúde.


E quando devemos começar a ter uma alimentação saudável?


Agora, para “poupar” boa saúde para o futuro


Quanto mais cedo começarmos a ter uma alimentação mais saudável, melhor será nossa saúde no futuro. Mas sempre é tempo para começar. Por isso, não importa se estamos falando dos hábitos alimentares de uma pessoa com mais de 60 anos ou um bebê de 60 dias de vida.


Elisabete avisa que existem artigos comprovando que quando você tem uma boa alimentação é como fazer uma poupança. “Se você fizer uma boa poupança, terá bons resultados, principalmente depois dos 40 anos. Hoje sabemos que até na velhice a poupança que você fez no passado vai evitar obesidade, problema de tireóide, tumores, artrite, artrose e outras doenças, porque colocou no organismo as vitaminas adequadas desde o começo. E sempre falo que nunca é tarde para nada”.


Por isso, o conceito de alimentação saudável começa já com a amamentação que, como lembra a OMS, promove crescimento e melhora o desenvolvimento cognitivo, além dos benefícios que proporciona para a saúde a longo prazo, reduzindo o risco de obesidade e de sobrepeso.


A nutricionista explica que o cuidado alimentar desde a infância tem como objetivo promover um bom crescimento de ossos, da pele, dos músculos e órgãos, além do bom desenvolvimento da mente. “A amamentação é o primeiro passo para uma boa alimentação. A importância de dar somente leite materno até seis meses é porque a formação do intestino acontece só depois dessa idade. Se der outros alimentos, o bebê pode ter diarreia e problema de intestino, porque está terminando a formação”.


“De pequenino é que se torce o pepino”

Esse ditado popular traz um ensinamento fundamental sobre a importância de “moldar” hábitos desde a infância. Para garantir a forma e melhor sabor do pepino, os agricultores precisam fazer uma espécie de ‘poda’, limpando desde o início os ‘olhinhos’ que o pepino tem. Com os hábitos alimentares não é diferente.


Elisabete comenta que a criança não conhece açúcar, sal, gordura, nenhum sabor. Por isso, os pais são os responsáveis pela saúde do filho, já que são encarregados de apresentar a eles os alimentos bons desde o início. “Os pais são os instrutores do futuro; são eles quem vão definir as escolhas do filho. Não dá para dizer que tudo é proibido, não acredito nessa proibição. Acredito no quanto você ingere. Há mulheres tendo problemas de tireóide por causa do excesso de batata doce. Pode comer batata doce, mas não todo dia; chá de hibisco virou moda e as pessoas tomam no lugar de água, sem saber que pode provocar infertilidade – uma xícara de chá esporadicamente não causa infertilidade, mas não é bom tomar um litro e meio por dia”.


A importância de oferecer alimentos saudáveis desde cedo é conseguir formar um paladar mais saudável, com bons hábitos alimentares desde que a criança sai da amamentação e começa com a papinha. “Quando for apresentar alimentos na papinha, não deve pensar que a criança achará o sabor ruim, porque ela não conhece qualquer sabor. Você vai criar o paladar e os alimentos bem doces e salgados acabam sendo mais atrativos; por isso é essencial nessa fase inicial oferecer apenas alimentos saudáveis”.



Dicas da nutricionista:

  • Hoje as pessoas querem comer apenas o que gostam, mas precisamos lembrar que nem sempre podemos fazer só o que queremos. A vida não permite que você faça apenas o que quer e ela vai cobrar lá na frente, com a sua saúde: diabetes, problema de tireoide, tumores e até depressão. A conta de uma má alimentação uma hora chega.

  • Evite ao máximo possível adoçar líquidos, sejam quais forem. Esse é um corte que já muda a saúde da pessoa. O que ganha com isso? Paladar, sentir o sabor do alimento. Você começa a perceber que o limão no suco, na limonada, não é tão azedo quanto se fala; você sente o sabor do limão, sente mais refrescante. Se quer um suco mais doce, pode fazer uma mistura de frutas.

  • Reduzir a ingestão de sal é essencial; por isso é importante trabalhar com temperos desde a infância, para que a criança aprenda a sentir o sabor do alimento. Mas não adianta trocar o nosso sal por outros, como o do Himalaia. Nosso sal tem iodo e precisamos desse elemento na nossa alimentação aqui no Brasil.

  • Nosso país é farto em bons alimentos. Se colocarmos na refeição o arroz com feijão, basta trabalhar a quantidade e a forma de preparo; precisa evitar o uso exagerado de óleo e ter cuidado na quantidade de sal. Temos uma ótima alimentação de fibra com arroz e feijão; incluindo legumes e saladas verdes, é uma refeição completa.

  • Se você preparou um prato e seu filho não quer comer, não apresente outro – avise a ele que é isso o que tem para comer. Um erro dos pais quando a criança não quer comer algo é ficar apresentando várias opções - nem todas saudáveis.

  • Quando quiser mudar o hábito da família, é preciso primeiro mudar os próprios hábitos. Não adianta tentar impor uma mudança para os filhos, por exemplo, se os pais também não mudam alimentação. Quando a pessoa altera a alimentação e os familiares começam a perceber que as mudanças fazem bem, vão buscar isso também. A melhor forma é dar o exemplo.

  • Para realizar mudanças alimentares é preciso respeitar o tempo de cada um; no caso dos filhos, especialmente se não apresentou bons alimentos desde o início. Se a criança ficou anos com uma alimentação não-saudável, não adianta querer mudar em uma semana porque o exame deu colesterol alto, por exemplo. Precisa trabalhar primeiro a mente da criança ou adolescente. Precisamos lembrar que toda mudança é difícil até para nós.

  • Não queira mudar a vida do outro daquilo que nem você está conseguindo mudar. Precisa permitir que a pessoa entenda porque está fazendo a mudança.

  • Nunca é tarde para realizar mudanças. A pessoa tem que ter persistência e perseverança de saber cair, levantar e recomeçar todos os dias.



Nossos agradecimentos a Elizabete Presa Nutricionista e Acupunturista Instagram:@elizabetepresa.

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Colaboração: Lapidando Palavras

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